segunda-feira, 23 de março de 2009

S02 E02

O sol nasce no horizonte, e vêm claramente a aura de Valência. Vibrante, silenciosa, está envolta de mistérios.
Cantam mais uma vez a música da saudade e da vontade que alguém veja o que vêm.
A Débora já se mudou, a Carla e a Xana querem mudar de casa. Ainda assim, terão sempre o sofá e o colchão insuflável, que no fundo é o pouco que Aleks tem certo, tendo em conta o seu orçamento.
A rede enreda-se à volta delas, e como cenário principal a Plaza de la virgen e a sala da Aleks. A sala do povo na realidade. Aquilo de que tantas vezes se riam e imaginavam numa utopia, realiza-se, de uma forma ou outra. Odeiam a rede. A rede é fácil, é falsa, é confusa e além de tudo, agora elas participam dela. A rede já não se divide, misturam-se as partes e tudo se torna fora do comum. Voltam a odiá-la.
Mas a rede não é tudo o que Valencia lhes oferece. Valencia oferece-lhes Erasmus. Como ainda não tinham percebido que podia existir. Erasmus iguais a si, ou pelo menos parecidos. Erasmus que inventam a vida Erasmus. Isso agrada-lhes. Estão cansadas do usual, e da rede. Em um mês viram muito, e quem sabe demasiado. Mas Valencia será sempre isso: novidade. Terá sempre no mais pequeno passo uma nova carta, e é isso que as prende.

1 comentário:

Daniela disse...

valencia é o mundo :)


bjoo*