domingo, 14 de dezembro de 2008

Vida valenciana

'Cojo la manzana, la como y la tiro'

'Quiero hablar contigo, porque me gusta tigo'

'Está tudo perdido' logo 'é o caos'

'Tou com medo me abraça'

'Posso tji beijâ? Vamô transá? Vamô tomá café?' (Por esta ordem)

'Vamos salir para beber algo? No te toco' (WTF!)

'Te gusta magia?'

'Como lo hacen? Con vegetables? Dedos? Fingers, fingers..?'

'Se no fueran guapas ya no estaba aqui.' (Que chico precioso. Deviamos ter seguido o conselho dele e bazar. lol)

'Tu és o caule, eu sou a folha.' (a propósito de vegetar)

'Teias'

'Haces breakdance? No? Me puedes emprestar los 'sneakears' para hacer?' (acesso de dreadismo do gajo)

'Ciao...' ( e depois o sorriso estúpido)

'Tenía tanto...' (E a Raquel a passar-se.)

'Lo passamos de chiripulim juan pelotillas'



São algumas das expressões q marcam Valencia.
:P *

sábado, 13 de dezembro de 2008

A brincar.








Andei a brincar às casinhas, aos médicos sem fronteiras, às saídas com jogos de copos e bebidas, e aos enigmas da Maya. Agora, a brincar, a brincar tenho mais de uma dúzia de relatórios para fazer em 3 dias. LOL

GO ALEKS.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Fénix

O conceito de fénix de uma forma simplificada é uma ave que renasce das cinzas. A referência a esta ave surge em muitas civilizações, como por exemplo, a grega, a egípcia e a chinesa, e apesar de ser uma ave mitológica, o seu significado é fundamental em qualquer civilização. Simboliza a ressurreição, perpetuação, a esperança que nunca tem fim, sendo que aparece muitas vezes relacionada com o Sol, num paralelismo com o nascer e o por do sol, como se este também renascesse das cinzas, metaforizadas na noite.
Esta ave para além de simbolizar o renascer, o virar da página, é símbolo também a inteligência, virtude, felicidade e beleza, sendo que na sua plumagem junta as cores sagradas: dourado, vermelho, roxo, azul e branco.


O poeta persa sufisra Farid al-Din Attar, no livro A Conferência dos Pássaros, de 1177, descreve a fênix:

"Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo. Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música. A fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de sí lenha e folhas de palmeira. Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha. Todos os pássaros e animais são atraídos por seu canto, que soa agora como as trombetas do Último Dia; todos aproximam-se para assistir o espetáculo de sua morte, e, por seu exemplo, cada um deles determina-se a deixar o mundo para trás e resigna-se a morrer. De fato, nesse dia um grande número de animais morre com o coração ensanguentado diante da fênix, por causa da tristeza de que a veem presa. É um dia extraordinário: alguns soluçam em simpatia, outros perdem os sentidos, outros ainda morrem ao ouvir seu lamento apaixonado. Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a fênix bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado. Este fogo espalha-se rapidamente para folhagens e madeira, que ardem agradavelmente. Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas. Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue, uma pequena fênix desperta do leito de cinzas.

Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que te fosse concedida uma vida tão longa quanto a da fênix, terias de morrer quando a medida de tua vida fosse preenchida. A fênix permaneceu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora. Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou sua idade e, ao final de sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou suas cinzas ao vento, a fim de que saibas que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue. Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá".


E, eu sei que há quem se ria, mas as crenças milenares traduzem sempre alguma sabedoria nas suas entrelinhas, e daí o ditado 'Deus escreve certo por linhas tortas', que entre muitas interpretações, terá a de que nas entrelinhas está a essência, e também, neste caso, que tudo tem um propósito, e no fundo mais cedo ou mais tarde vamos descobrir o porquê. Sempre foi assim. Há uma razão para tudo, e nem tudo pode ser como esperamos ou queremos. 'Shit happens' é a melhor máxima de sempre, porque na realidade acontece para percebermos o que está à nossa volta, quem somos, com quem estamos, o que queremos e relembrar-nos sempre dos nossos objectivos.
Os meus são muito mais do que umas quantas bebedeiras, alguns conhecidos com quem se trocam fofocas e ideias banais. Viver, conhecer, experienciar, aprender e escolher - são os meus objectivos. E têm sempre a beirinha do prato, e até as crianças sabem fazê-lo, por isso não é difícil.
Tenho muito para viver, e pessoas há tantas... e cheias de novas ideias, pensamentos, culturas, para quê mantermo-nos na escuridão? Renascer.

New story, new chapter.

sábado, 29 de novembro de 2008

Musicas

Tenía Tanto Que Darte - Nena Daconte

Para que se quede y para que me acuerde de Raquel quasi nos odiando por cantarla. Para que me acuerde de la viaje hasta Portugal, y de todas las bromas que envuelve en su melodia.

*

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Finde en Madrid y Beja


Balsamo é a palavra que me ocorre. A família, os temas de conversa, os risos... o mimo. Que saudades que já tinha das guitarras e batucadas pela noite, dos irmãos, das cumplicidades e da comida! (: Lusa, afro, brasileira e árabe...

Diz-se que o melhor se guarda para nós e na realidade este vai ficar comigo, até porque não existem palavras para descrever.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Entre viagens e cambios

A palavra de ordem é cambio. Cambio de país, cambio de vida, cambio de piso, intercambio de cidades e culturas.
E para tantos e, tão atribulados, às vezes não há palavras para descrevê-los e tempo se quer para pensar neles. Mas o que se diz em terras lusas é que a seguir à tempestade vem a bonança. E eu acredito nos mais velhos, porque eles contém neles a sabedoria da experiência de quem já viveu mil anos e situações.
Neste meu intercambio cultural dos erros retirei lições, das saudades a força, e da solidão de quem recomeça aos vinte a aprendizagem forçada.
E o recomeço, e recriação da pessoa, como a phoenix que renasce das cinzas, começa em Barcelona.
Longe de tudo e todos, numa cidade repleta de segredos e sonhos, recomeça o segundo acto. Aquele que devia ter sido o primeiro. Rápido e bem, não há quem. Assim, acertei à segunda, ou assim o espero. Mas através do primeiro acto falhado voltei a abrir a gaveta das intrigas, a já conhecida, que à muito não me lembrava. Ou preferi pensar que não existia estando numa cidade nova. Mas de que adianta o cenário, se os actores são os mesmos? Mudam-se os cenários e os actores, será que muda? Na realidade penso que não, o ser humano tem bases biológicas inconfundíveis e impenetráveis. E o jogo seguro é sempre o melhor, nem sempre arriscar significa petiscar algo de bom. E no fim o melhor fica connosco, sempre. E, desta forma, se desenvolvem as relações humanas.
Estas filosofias, surgem então no desenvolvimento de um objectivo já traçado que era Barcelona. Envolvidos em arte, ruas obscuras e na magia de uma cidade que vive só pelas suas ruas e pelo seu ar.

A chegada

Três horas de viagem, em que os pensamentos abstractos superavam a ansiedade de conhecer uma nova cidade e um novo mundo. Um metro, com uma linha que naquele momento parecia a mais fácil do mundo. E música. Música no metro, pessoas a rirem... vida.
De repente houve um sentimento de felicidade, eram 23h e era como se estivéssemos a meio do dia. Saí da estação, com alguma indiferença relativamente à cidade, e em poucos momentos estava com um amigo. Um conceito já, quase, estranho. Procurávamos um sítio para jantar, e nesse contexto descobri que o MacDonald's de Barcelona desconhecia as 'tartas de manzana'. Tanto como eu desconhecer o que me reservava o futuro.
Entre muitas coisas, o próximo, reservava-me uma festa estranha, com pessoas diferentes de tudo já conhecido, entre os quais um desconhecido quase a chorar-me no colo pela sua vida triste, um Dj que serve chás de ervas urugayas e uma chilena que fica ofendidíssima por Portugueses desconhecerem a capital do seu país.

A maratona

A maratona aos monumentos, aos barrios, à cidade, desenvolve-se no dia a seguir. Em que, mesmo sem as companheiras de casa do Luís saberem, eu tomo banho na casa delas, durmo e fumo lá. O Luís diz que vai mudar de casa, eu digo-lhe que as avise. Na realidade, até hoje não sei se as avisou.
Saímos na Plaza da Catalunya, e almoçamos nas Ramblas. Maoz vegetariano é o nome do sítio, que ao longo do almoço tem como banda sonora um drum'n'bass mesclado com electro, eu gostei. Seguimos para o bairro gótico, e o incrível da cidade é que é possível que num mesmo espaço estejam recriadas vivências, e histórias diferentes, co-habitando. A sardana (tipo de dança típica da Catalunha, em que se dança contando os compassos e as notas, de forma a saber os passos, e que à partida se dividem em séries de passadas largas e curtas) à porta da Catedral, a crew que dançava em nome do marketing, a manifestação com luzes, o Homem que cantava uma ópera triste - como todas aliás, e os turistas que se misturam na luminosidade do bairro gótico com os mais freaks.
Ao anoitecer, conhecemos o Raval, as suas lojas retro e vintage, as lojas chinesas, e os restaurantes 'on'. E é possivelmente o único sítio que não tem pakis a vender cerveja na rua. Com o objectivo de experimentar algo diferente, jantámos num restaurante paquistanês, e no fundo, eu já não podia com os pakis, mas não tenho nada contra a sua cozinha, que é na realidade, excelente. Os pakis são os emplastros de Barcelona, paki que é paki está em todas, quando precisas, quando não precisas, e quando não queres mesmo que estejam.
E, finalmente, o Hard Rock Cafe e o seu brownie maravilhoso! Fui feliz por um dia.

Chego a casa e saio. Estavam à minha espera. No fim, a companhia não pode ser desfrutada como devia porque no fundo eu que estou em Barcelona, e não incomodo ninguém, sou psicopata. Melhor, uma psicopata lésbica que inventa historietas surreais. Menos mal, podia ser uma escritora de renome. Com uma mente psicótica, lésbica e cheia de imaginação, escreveria romances eróticos, histórias criminais perfeitas e livros para crianças - porque fica sempre bem, falando ao nível de marketing, e se a Madonna pode, eu também. Enfim, foi um dia que durou até às sete da manhã do dia seguinte, e terminou com um Luís que eu desconhecia. Sábio e maduro. E, por minha sorte, que me soube lembrar a tal gaveta, e em que de facto, maioritariamente se baseiam as relações humanas, e como se desenvolvem. Regámos a nossa amizade.


O último dia: estar sozinha e não sentir a solidão

O cansaço da corrida aos monumentos e das situações que parecem não me largar, deixou-me desgastada, mas a vontade de absorver mais da cidade era mais forte. Saí, desta vez sem o meu guia e caminhei entretida em pensamentos pelas ruas de Barcelona, e pelos monumentos.
Vi velhinhos a dançar, como se tivessem vinte anos, e decidi que quero ser assim quando lá chegar. E no entretanto, perdida em pensamentos, deixo-me envolver num jazz já conhecido. Marlon, o norte-americano de New Orleans. Músico que viaja para poder mostrar a sua arte.
Sento-me para um cigarro, envolvida por ele. Pergunta-me se quero ouvir algo em especial, e toca-me George Michael. Responde a alguns pedidos das poucas pessoas que passam e senta-se para um cigarro. Entre dois dedos de conversa, e jazz, trocamos impressões, e em dez minutos conheço mais de um homem do que de pessoas que digo conhecer à tempos.
O tempo passa e espera-me o último comboio rumo a Valencia.
Parto com a certeza de voltar, uma amizade regada e a certeza de que a seguir à tempestade só pode vir a bonança.






sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Introdución en puntos de una nueva vida valenciana

  1. Cambio de piso. Es el primer cambio a hacer.
  2. Cambiar el canal de mi tele, que la novela ya no tiene interese.
  3. Disfrutar de Barcelona y Madrid.
  4. Hacer los trabajos praticos de un mes.
  5. Hacer un trabajo de grupo sola.
  6. Mostrar la ciudad que me coge a mis amigos.

Y ya está.

A ver...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cambios Parte II

Estive em Portugal, para redescobrir o porquê de querer estar em Valencia, de querer tanto o Erasmus. Nada muda no país à beira-mar plantado, as pessoas continuam nos seus mundos cor-de-rosa patrocinados pela Caras do bairro, acreditam que a Terra é um paralelepípedo em que Portugal é um país único, e por isso não têm ambição. E quando me refiro a ambição, refiro-me à vontade de conhecer novas culturas e a experienciar novos mundos e pensamentos, enfim, a tudo o que o conceito da expressão 'alargar horizontes' significa. Resignam-se e atribuem importancia estanque à crise, à vizinha do lado que usa a mini-saia demasiado curta e às pessoas que pintam o cabelo de roxo. Pontualmente, em relação à extensão da população, aparecem algumas pessoas que possuem essa vontade e, acima de tudo o espírito.
Eu estou em Valência para viver. Viver experiências novas, conhecer mentalidades diferentes, embora isso acarrete o que de bom e mau se pode imaginar.
Voltei, e certa do que realmente quero, que é ficar.
No entretanto, a minha vida tornou-se um turbilhão e entre a feira medieval, as idas ao Studio, o Caribeans, as novelas do costume, os jantares com os amigos da Cátia, tento ir às aulas. Lol
Mais novidades hablamos en privado.


Cambios

amor libre - nach

Todo cambia.

Yo me voy a cambiar, recrear y empezar del cero una bez más.

A ver.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Here we go again...

As pessoas surpreendem-nos, positiva ou negativamente, mas nunca nos podemos esquecer que são como caixinhas de Pandora. E aqui por terras espanholas esse facto não muda.
Mas filosofias e divagações à parte, tenho de vos actualizar acerca do meu Erasmus, mas nesta linha de pensamento. As surpresas e as mudanças são constantes, em Erasmus vive-se o minuto como segundo. E, logo comigo, que sempre foi assim...
Este fim de semana não foi excepção, desde ver filmes a sair, a ter gajos a saltar para cima de mim enquanto estava já na minha vigésima tentativa de dormir. A sério, de loucos... mas para louco louco e meio, e cada um está bem é entre os seus iguais. Sabem o que é rir tanto que a cabeça parece que explode? Horas e horas a rir. Rir a tentar ouvir as conversas de madrugada do Christian com as vizinhas da janela, rir porque a amiga colorida dele apareceu de madrugada, rir porque o Bernas tripa com a vizinha e diz que está na Ucrânia depois de ter dançado para nós. E no meio disto tudo o Mr. Snake, que se fosse uma tartaruga era ninja e comia pizza. A loucura, o auge. E obviamente, conversas sérias entrelaçadas com tangas, em que os próprios homens acreditam a nossa teoria de que todos os homens são homus erectus, com a particularidade das mulheres dizerem que eram só 90%, e o Thomas se enterrar a dizer que estava na natureza de todos os homens. LOL
Quarta-feira aterro em Portugal, mas ao contrário do que o João diz eu não vou voltar a Valência com vontade de ficar no Porto, mas com a sensação que é o recomeço, e desta vez daqueles em que tudo só pode correr bem, era o que mais faltava não correr. ;)
E entretanto só espero encontrar companheira de quarto. A ver.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Apresentações


São quase 5h da manha em Valência e sinceramente apesar de ter muitas coisas negativas para falar, hoje não me apetece falar da febre, das noites sem dormir, nem nada que se pareça.

Para vos actualizar, o Ricardo e o João foram a Portugal para as praxes, na volta só veio o João e o Ricardo ficou sob pretextos manhosos. O Jonas chegou hoje e deu connosco no sofá meias mortas... lol enfim.

Mas hoje quero-vos apresentar as personagens da minha estadia em Valencia.




Antes de mais, a maior e real personagem de sempre é o Alex. (a.k.a. Helmi ó Paco - pq diz ele que os nossos nomes n podem ser iguais.) O Alex é alemão, e tem como objectivo pessoal saber dizer os números de um a dez em todas as línguas do mundo. LOL na sua essência é o real mano que nunca percebe nada do que eu digo em espanhol, quando toda a gente percebe. xD é o fotógrafo e inocente de serviço. :D

Lorenz e Christian. Francês e alemão. Duas personalidades a analisar, ambos algo sinistros, mas a mim pessoalmente só me fazem rir. xD O Lorenz tem um humor estranho na sua essência, e o Christian tem umas opiniões muito fora da realidade. Já para não dizer que para ele tudo tem fungos e bactérias.

Os meus companheiros de casa que dispensam apresentações. :D
Ana, João e eu em grande a curtir a real noite! Eles é que não sabem, mas eu gosto muito deles.


O desertor. E mais não digo.


Pessoas muito sinistras que nos odeiam por sermos tao lindos e espectaculares. Claramente me refiro a elas.


Pah e o maior man'aço, que é o bernas. Ele é o mano do andamento... :D

E há mais pessoas, mas isso são filmes para outro dia. ;)
Por hoje já chega.
Hasta Luego.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Experiência Erasmus

Um dia mais tarde vão-me perguntar o que é que eu fiz no meu Erasmus e o que é que eu conheci e eu direi: o Hospital é bué de lindo.
Em duas semanas já la fui mais de 7 vezes, já conheço as urgências, as consultas externas, os bisturis, os enfermeiros, os seguranças, as senhoras da secretaria e claro as casas de banho. Já tenho uma colecção de pulseiras e já conheço metade dos doentes usuais de lá.
Ontem fui lá três vezes, e na última até já jogava cartas na sala de espera... já falo com toda a gente lá, e eu adoro as urgências. Quando for grande quero ser hipocondriaca para ir lá muitas vezes... a sério.
Nos entretantos vou indo a algumas aulas, festas de piso e cenas assim. Mas o meu tempo é tão pouco que nem para escrever no blog...
Ontem depois do hospital fui ao Studio a uma festa Erasmus, claro, e basicamente tinha os amigos todos à porta à minha espera, quando entrei conhecia metade das pessoas e as que não conhecia meti conversa. Diz o Alex que eu é só homens à minha volta. LOL ao menos isso, e que não sejam médicos de preferência... xD

E sinceramente estou com tantas dores que nem me apetece escrever, mas quando tiver melhor já cá venho cuscar. ;)

domingo, 5 de outubro de 2008

La plaza de la virgen

Jantámos cá em casa, bebemos, jogámos buzz e sing star. E depois deu-nos para irmos para a praça pública curtir o underground de Valencia.
Encontrámos erasmus conhecidos, conhecemos novos, e até conhecemos uns man's do guetto de Valencia. Estivémos em grande ;)
E eu comprei um megaphonio, era 15 oiros e comprei-o por 6. Fiz grande negócio... Para depois andar a gritar 'Busco novío, viejo y con mucho diñero para pagar mi faculdad', óbvio que toda a gente se grizou. Não fosse eu a Aleks, aquela que só diz asneiras nas alturas mais despropositadas. O mega fez tanto sucesso que toda a gente o queria para se fazer ouvir. Até uns mans alemães que estavam de férias, mas um deles era muito grande e tive medo, e não lho dei... Ia dando fight. Não deu mas podia, e eu feita otária nem reparei. E depois apareceu um djambé de algum sitio, e começaram a tocar e eu? Dancei totil. E começou-se a juntar bué de pipz, a bater palmas, a querer tocar e a querer o mega. lol
Foi a melhor noite em Valencia.




sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Valencia, o início


Mama mira que yo tengo un coche!

Valencia começa a revelar-se aos poucos. E começo a gostar mais desta faceta da cidade. A faceta Erasmus.
As festas Erasmus, os bares não são o via rápida nem se comparam à noite do Porto, mas é um espírito diferente que se vive aqui. A cada noite que passa fala-se com mais 30 pessoas, portugueses, alemães, espanhóis, franceses, e nesta mescla de culturas com o mesmo objectivo ou não, fazem-se amigos, travam-se conhecimentos diferentes e a noite torna-se mais agradável. Sim porque eu conheço um man que participou nos para-olimpicos em Pequim. Uhu. Mas o melhor no meio disto são os pokemon's Christian e Lorenz, o que eu me grizo com eles.
Ontem, fui ver o jogo do Valencia e do Marítimo, e o engraçado é que entrámos três portugueses no estádio, e quando demos por ela eramos dez, vinte e por aí em diante. Tuga que é tuga está sempre unido. E a bem dizer, agora que somos uma espécie de imigrantes temos de nos unir, seja a portugueses seja a outros de outras nacionalidades. O povo imigrante em Valencia. A única diferença é que os portugueses ouvem Toni Carreira, e nós como bons portugueses pomos os vizinhos a ouvir Quim Barreiros e o que nos apetecer, quanto mais não seja música de tuna. Sim, porque vivo com dois man's das tunas e mesmo a Ana também já esteve numa tuna. Can you imagine? Tuna todos os dias, pandeiretas e all. :D
Enfim Valencia começa a dar de si. Esperem pelos próximos episódios. ;) *


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Antes e depois.


Antes e depois das cucarachas. Hoje o post é sobre os dois apartamentos que já tivémos aqui. Sim porque em duas semanas já consegui ter dois. E podem opinar que eu deixo. ;)
Ora bem esta foto inicial é o depois, mas não posso postar uma do antes, uma vez que isto é o nosso jardim privado, do nosso condomínio, e o outro prédio o máximo que tinha era um buraquinho de convivência das cucarachas.


ANTES


DEPOIS


Nesta casa há dois wc's, grizem-se, na outra havia um e nunca estavamos lá sozinhos.


ANTES


DEPOIS


Claro que nas fotos a cozinha do primeiro apartamento estava por utilizar, enquanto que esta mal nos mudámos utilizámos logo. ;)

ANTES



DEPOIS


Este é um dos quartos, comparem. Acho que não é preciso muitos mais comentários...

Estas são algumas fotos para poderem comparar.

A Sala e os outros quartos ficam para quando vierem visitar-me.


terça-feira, 30 de setembro de 2008

Valencia, aqui estoy yo!


Eu queria tanto um blog valenciano que estive duas semanas à espera de o poder fazer. Porquê? Não fosse eu a real Aleks, aconteceu-me de tudo o que é mais incrível. E podem-se rir, que contado ninguém acredita.
Vou-vos falar do próximo livro 'Uma aventura', vai ser em Valencia, e como as gémeas e os outros três já aos anos que fingem ter a mesma idade, agora vai ser com a Aleks, o João, o Ricardo, que depois vao conhecer a Ana. O cristo chega a Valência e tem a casa que mais parecia o jardim zoológico, era baratas, era lagartos. Durante uma semana dormi(mos) no sofá e andei à procura de casa (não fiquei à espera que aparecesse um elefante). Dormir aqui aplica-se como força de expressão porque adormecia às 8h da manha porque já nao conseguia manter os olhos abertos.
E enfim, foram duas semanas de desespero, em que numa delas acampámos em casa de umas colegas de faculdade. O meu drama em Valencia: Eu e as Baratas. Esta convivência não me interessa minimamente.
Na minha busca infinita por um piso para alquilar, o que mais ouvia era: Estudiantes? No los quiero. Portugueses? Tan poco. Olha que caralho. Até já estava numa de dizer que era inglesa, mas quem se lixava eram eles... que não manjam nada de inglês. Muahahahaa...
E como se isto já não fosse drama suficiente, na universidade atiraram-me uma agenda com todos os horários possíveis e eu que me desemerdasse. Maravilhoso. E as cadeiras encaixarem? Ahaha. Nada, todas sobrepostas. (Agora imaginam-me a passar-me bués e a dizer que ia voltar para portugal.)
Mas nem tudo foi mau, eu e o João ríamo-nos muito de desespero e até era giro. Conhecemos a Ana e pudémos rir-nos de desespero com mais uma pessoa. :D
E disseram-me que falava muito bem castelhano, mas eu acho que era coro para eu alugar a casa, mas vou fingir que acredito porque foi o único elogio que me fizeram aqui.
E pronto, resumidamente isto foram duas semanas em que a Aleks já queria bater em toda a gente (e com razão!) e a Ana também, mas eu é à arruaceira, a Ana é com técnica porque ela andou no taekondo (vês mama, a Ana protege-me). :D
Agora, finalmente, já tenho casa, com porteiro, condomínio fechado e até tenho uma fonte no pátio: à grande (a ver se as vacas das cucarachas entram, muahahaa). :D E claro os reais companheiros de casa.
Já resolvi o meu problema de horários e amanha vou-me matricular e curtir aulas em espanhol. A partir de agora vai ser em grande ;) !